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Gestão

Como precificar produtos no varejo alimentar sem perder cliente

Jorge Regis
Por Jorge Regis
Fundador da Infotec • +27 anos no varejo
28 de fev. de 20266 min

Precificar é arte e ciência ao mesmo tempo. No varejo alimentar, principalmente, porque você lida com produto âncora (que o cliente decora o preço), produto de gôndola (que pouca gente compara) e produto perecível (que se não vender hoje, vira prejuízo amanhã).

A maioria dos lojistas precifica no "achômetro": olha o preço do concorrente, soma uma porcentagem em cima do custo, fecha. Esse método dá margem ruim e ainda esconde os produtos que estão dando prejuízo de verdade.

Vou te mostrar a estrutura mais usada por quem realmente dá lucro no alimentar.

Markup x margem: pare de confundir

Esse erro acontece em loja grande também. Markup é o quanto você multiplica em cima do custo. Margem é o quanto sobra em cima da venda. Não são a mesma coisa.

Quer aplicar isso no seu negócio? Fale com um especialista da Infotec.

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Gestão — Como precificar produtos no varejo alimentar sem perder cliente

Exemplo: produto custou R$ 10, você vendeu por R$ 15. Markup é 50%. Margem é 33%. Pense sempre em margem, porque é o que realmente sobra para pagar despesa e gerar lucro.

Produtos âncora: aqui você é competitivo

São aqueles que o cliente lembra de preço de cabeça: arroz, óleo, leite, refrigerante 2L, cerveja, açúcar. Nesses, você precisa ser competitivo ou perde o tráfego inteiro da loja.

  • Margem alvo: 8% a 15%
  • Estratégia: alinhar com os dois principais concorrentes
  • Reposição: nunca pode faltar
  • Exposição: forte, com cartaz visível

Produtos com margem: aqui você recupera

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Itens menos comparados — temperos, conservas, biscoito de marca regional, produto de limpeza específico, congelado especial. O cliente não decora o preço, então você trabalha margem mais saudável.

  • Margem alvo: 30% a 50%
  • Estratégia: posicionar perto dos âncoras
  • Cuidado: não exagerar, ou perde a venda

Comparativo de praça semanal

Visite (você ou alguém de confiança) os dois ou três concorrentes mais próximos toda semana. Anote o preço dos 30 produtos âncora numa planilha simples. Em 4 semanas você terá um mapa claro de quem está caro, quem está barato e onde está sua oportunidade.

Hoje existem robôs de comparação que fazem isso automaticamente, monitorando preço em e-commerce e redes regionais. Para mercadinho de bairro, planilha semanal já resolve.

O que não pode ficar de fora do custo

Imposto, frete, perda, taxa de cartão e DAS (no caso de MEI) fazem parte do custo real do produto. Quem ignora qualquer um desses ganha menos do que pensa.

Calcule sempre o custo total — não só a nota do fornecedor. Se um item vende muito mas a taxa de cartão come 4% do preço e você só margem 6%, está trabalhando para a operadora.

Conclusão

Precificação é processo, não chute. Quem revisa preço todo mês, olhando margem por produto, ganha duas a três vezes mais que quem precifica por costume.

Quer um sistema que mostra margem por produto em tempo real, com alerta quando uma categoria começa a perder rentabilidade? Fale com a Infotec.

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