Como precificar produtos no varejo alimentar sem perder cliente

O preço que vende SEM corroer o seu lucro
Precificar é arte e ciência ao mesmo tempo. No varejo alimentar, principalmente, porque você lida com produto âncora (que o cliente decora o preço), produto de gôndola (que pouca gente compara) e produto perecível (que se não vender hoje, vira prejuízo amanhã).
A maioria dos lojistas precifica no "achômetro": olha o preço do concorrente, soma uma porcentagem em cima do custo, fecha. Esse método dá margem ruim e ainda esconde os produtos que estão dando prejuízo de verdade.
Vou te mostrar a estrutura mais usada por quem realmente dá lucro no alimentar.
Markup x margem: pare de confundir
Esse erro acontece em loja grande também. Markup é o quanto você multiplica em cima do custo. Margem é o quanto sobra em cima da venda. Não são a mesma coisa.
Quer aplicar isso no seu negócio? Fale com um especialista da Infotec.
Falar no WhatsAppExemplo: produto custou R$ 10, você vendeu por R$ 15. Markup é 50%. Margem é 33%. Pense sempre em margem, porque é o que realmente sobra para pagar despesa e gerar lucro.
Produtos âncora: aqui você é competitivo
São aqueles que o cliente lembra de preço de cabeça: arroz, óleo, leite, refrigerante 2L, cerveja, açúcar. Nesses, você precisa ser competitivo ou perde o tráfego inteiro da loja.
- Margem alvo: 8% a 15%
- Estratégia: alinhar com os dois principais concorrentes
- Reposição: nunca pode faltar
- Exposição: forte, com cartaz visível
Produtos com margem: aqui você recupera
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Fazer meu Check-up 360º grátis →Itens menos comparados — temperos, conservas, biscoito de marca regional, produto de limpeza específico, congelado especial. O cliente não decora o preço, então você trabalha margem mais saudável.
- Margem alvo: 30% a 50%
- Estratégia: posicionar perto dos âncoras
- Cuidado: não exagerar, ou perde a venda
Comparativo de praça semanal
Visite (você ou alguém de confiança) os dois ou três concorrentes mais próximos toda semana. Anote o preço dos 30 produtos âncora numa planilha simples. Em 4 semanas você terá um mapa claro de quem está caro, quem está barato e onde está sua oportunidade.
Hoje existem robôs de comparação que fazem isso automaticamente, monitorando preço em e-commerce e redes regionais. Para mercadinho de bairro, planilha semanal já resolve.
O que não pode ficar de fora do custo
Imposto, frete, perda, taxa de cartão e DAS (no caso de MEI) fazem parte do custo real do produto. Quem ignora qualquer um desses ganha menos do que pensa.
Calcule sempre o custo total — não só a nota do fornecedor. Se um item vende muito mas a taxa de cartão come 4% do preço e você só margem 6%, está trabalhando para a operadora.
Conclusão
Precificação é processo, não chute. Quem revisa preço todo mês, olhando margem por produto, ganha duas a três vezes mais que quem precifica por costume.
Quer um sistema que mostra margem por produto em tempo real, com alerta quando uma categoria começa a perder rentabilidade? Fale com a Infotec.

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